Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado… seria bom se fosse alegre e amigo. Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse…

Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais.
Tudo era terrível, era o “rei dos problemas”, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.

Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.

Aos 30, encontrei um “tudo de bom”, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente…

Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado… Solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira rica…

Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro… E só!
Nada como a simplicidade…

(Martha Medeiros)

Anúncios

Indagações

16/04/2010

Meu pai fazia um trabalho muito bacana chamado Jornada de Plenivivência. Em outra ocasião explico do que se trata, o que interessa no momento era uma das atividades realizadas na jornada. A orientação para os participantes era responder cinco simples perguntas num papel e depositá-las numa caixa. As perguntas por si só parecem bestas, mas garanto, as respostas eram sensacionais.

E você, que respostas daria para essas perguntas?

1 – Quem sou eu?

2 – Para que vivo?

3 –  O que me trouxe à profissão que exerço?

4 – O que vou ser quando crescer?

5 -Que palavra não pode morrer?

.

Pensamento do dia

11/04/2010

Pensamento apropriado para o domingo! Sem contar que desse negócio de mãe eu entendo, e concordo plenamente que temos que respeitá-la. Viu, filho? (Ainda mais quando é a mãe preguiça. Aí eu respeito demais, gente!)

Sábado de manhã. Acordei cedo para ir trabalhar. Fui cobrir o lançamento da candidatura do Serra. Ô vidinha ingrata. Mas é isso aí, não dizem que o trabalho dignifica o homem? Pois então estou digna até dizer chega! Depois, como ninguém é de ferro, fui para um churrasco com a galera da faculdade. Engraçado como ficamos muito mais amigos depois que nos formamos, mas enfim… Escrevo sobre isso depois!

A questão é que cheguei agora pouco em casa e fiquei pensando na vida. Ok, até aí nenhuma novidade. Acontece que fiquei matutando coisas que andam acontecendo comigo e nessas horas só chocolate e blog (ou qualquer coisa onde eu possa escrever) me salvam. Mas hoje, não vou escrever explicitamente esses meus pensamentos, hoje eu me permito deixá-los guardados na minha mente. Como não consigo não escrever, resolvi buscar nas minhas mais fieis aliadas – as letras de músicas – o que os meus pensamentos andam dizendo, ou pelo menos tentando dizer.

“E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida”

“Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.”

“Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo…”

“Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate”

“Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você”

“Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade”

“Sim, são três letrinhas
Todas bonitinhas
Fáceis de dizer”

“Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou”

“Porém se eu decidir não me enganar assim
Talvez o meu pranto tenha fim”

“Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor”

“Ter corpo pra dançar
E não ter onde me esconder
Tentar cobrir meus olhos
Pra minh’alma ninguém ver
Eu toda a minha vida
Soube só lhe pertencer”

“Dorme (mi)nha pequena
Não vale a pena despertar
Eu vou sair
Por aí afora
Atrás da aurora
Mais serena”

“Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.”

“Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de joão
Ninguém notou
Ninguém morou na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.”

Por fim, o único pensamento – na íntegra – que eu me permito compartilhar é:
Estou toda trabalhada na confusão.

Jogo das palavras

04/04/2010

Da série: Posts que só fazem sentido para mim, escrito às 5h30 da manhã, após uma noite de muita risada com pessoas que fazem a vida valer a pena! E viva a vaca verde (interna)!

———————

ócio criativo. cabeça pensante. brainstorm. insônia. chocolate. angústia. medo. preguiça. satisfação. amigos. sorrisos. água. família. rabiscos. rascunho. texto. palavras. letras. papel. melodia. crença. amor. ousadia. desafios. novos rumos. transformação. desapego. encontros. achados. perdidos. respostas. dúvidas. solução. equilíbrio. pressentimento. sonhos. pensamentos. peso. sono. vida. adeus.

Bora Fabito!

03/04/2010

Hoje reservei o blog para divulgar outro blog. O blog de um querido amigo meu, o Fabito! Para quem não conhece , o Fábio sofreu um acidente na Copa do Mundo de 2006, e hoje, está numa cadeira de rodas.

Lembro que na época do acidente, eu estava grávida do Marcelo, faltando apenas um mês para ele nascer, quando fui visitar o Fábio no Sarah (hospital).  Eu lembro a cena como se fosse ontem. Ver o meu amigo deitado, sem conseguir se mover, nem um tiquinho os braços nem as pernas. Foi tenso. O coração doeu. Diante daquilo tudo, o que mais me impressionou foi o sorriso dele. Naquela situação, aquele sorriso era muito mais do que simplesmente um sorriso. Ele significava esperança, força de vontade, garra e o principal: aquele sorriso mostrava pra todo mundo que ele não ia se entregar e ia lutar até o fim pelos seus objetivos.

E é isso que ele está fazendo com a campanha BORA FABITO!

Existe um projeto, chamado Project Walk, que é o mais experiente centro de recuperação de lesão medular do mundo. Os especialistas treinam pacientes com ferramentas inovadoras para que eles desenvolvam as habilidades necessárias para caminhar novamente. E o sonho do Fábio é ir para os Estados Unidos para se tratar nesse projeto. Mas isso tem um custo elevado. E é aí que entra a campanha, que serve para arrecadar fundos para o Fábio conseguir fazer o tratamento.

No blog dele tem tudo explicado, a história dele, como funciona o projeto, os eventos que ele e os amigos estão fazendo para arrecadar dinheiro, quanto ele já arrecadou, as rifas, vendas de camisetas e tudo mais.

Para quem quiser ajudar, ou simplesmente conhecer a história dele, o site é: http://fabiogrando.blogspot.com/

O objetivo são 180 dias de tratamento, e ele já conseguiu a metade.
Eu sei que ninguém está com a bolsa ou as meias cheias de dinheiro, e muito menos ganhou 1 milhão e meio no Big Brother, mas para ele, qualquer ajuda é bem-vinda! Então passa lá no blog dele, faça uma doação, divulgue a campanha, compre uma camiseta, enfim…

BORA FABITOOOOO!

Sempre disse, e acredito nisso, que o público de Brasília é muito modista. Não são receptivos às coisas novas sem antes ter estourado em algum lugar primeiro. Por esse motivo, várias bandas saem da capital para divulgar o trabalho em outras cidades. Quando fazem sucesso, voltam à Brasília e aí sim, lotam seus shows. Eu, como brasiliense de nascença, confesso que era um pouco assim. Digo era porque desde a metade do ano passado isso mudou na minha vida.

Em maio de 2009, trabalhei com a Banda Trampa, genuinamente brasiliense.  O rock dos meninos realmente me contagiou, e acabei frequentando alguns dos shows, ouvindo o CD e indo ‘perturbar’ os meninos em praticamente todos os ensaios. A partir disso, comecei a olhar mais para as bandas da cidade, e quer saber, tem muita coisa boa nesse quadradinho chamado Brasília.

Semana passada, conheci mais uma banda da cidade. E essa, eu me apaixonei logo de cara. Conheci um dos integrantes em um churrasco de amigos em comum, e lá ouvi uma música da banda. Disse logo que queria um CD e combinei que iria comprar com ele depois. Na semana seguinte fui ao estúdio onde a banda estava gravando uma música nova, em homenagem ao aniversário de Brasília. Ali já percebi de fato que tinha curtindo muito o som da banda. A música que estavam gravando (Linda Brasília) ainda não foi lançada, mas do pouco que ouvi, eu garanto: TÁ FICANDO MARAVILHOOOOOOSA!

Sai do estúdio ouvindo o CD no meu carro. São cinco músicas que tocaram repetidamente até eu chegar em casa. Extasiada, encantada, apaixonada mesmo. Agora, essas cinco músicas fazem parte da minha vida. E o CD vai comigo pra onde eu vou. No carro, em casa, no computador, toda hora estou ouvindo.  O nome da banda em questão é MACUNAÍMA.

Acho que o que mais me chamou atenção no som da banda foi o ritmo. Com uma proposta inovadora, eles misturaram a congada capixaba com o reggae e o rock brasiliense, daí nasceu o que eles chamam de congada do cerrado.  E sério, não dá pra ficar parado. Sabe aquela música que no começo você não dá muita bola, mas o pé fica mexendo por conta do ritmo? Pois é. A música da banda Macunaíma não é assim. No lugar de ficar mexendo só o pé, a música te faz mexer por inteiro, é uma coisa louca.

A primeira música que eu conheci foi Ginga na Areia, a mais animada do CD. O ritmo dessa música é fora do comum. O melhor é que já virou a trilha sonora, minha e do meu filho, diariamente no caminho de casa até a escola. E a coisa mais linda é ver aquele pingo de gente cantando E dançando dentro do carro. Outro dia ele ainda disse: Mãe, essa é a nossa música preferida, né? – É, a música realmente conquistou mãe e filho!

Eu sou de lua com músicas (na verdade sou com tudo), uma hora uma música é a minha favorita, depois é outra, e outra e outra. Depois de alguns dias ouvindo o CD, elegi Verão como o meu vício. A música é linda, a letra também e fica na cabeça da melhor forma possível. Agora a música Tudo Bem tá brigando na concorrência da preferida. Outra que o conjunto letra e música é impecável. E a voz do vocalista da banda é daquelas boas de ouvir, sabe? E a mistura dos instrumentos completa a harmonia da música. Acreditem, é muito bom!

Mas no fundo, o que mais me impressionou é que cada música tem sua particularidade no quesito “músicas que viciam a Aninha”. Ginga na Areia, sem dúvida é por conta do ritmo. Você conhece um instrumento chamado Casaca? “Toque o pandeiro porque já vai anoitecer, toque a casaca e faz a noite clarear. Hoje tem roda de congo, roda de capoeira.” Sério, me arrepio! É fantástico. Um som diferenciado que eu não conhecia e me apaixonei. MESMO!

Minha Saudade é outra de ritmo gostoso. Tem umas pegadas fortes e leves ao mesmo tempo. E a letra bate fundo na alma! Sse a saudade bater lembre que sou teu, se mesmo assim ela doer nosso amor não desapareceu. A vida nos trouxe para o mar onde eu fui te conhecer, demorei para te encontrar e não quero te perder.”

Aí tem Que a onda nos leve. Essa me lembra um cenário meio lual na praia, a galera em roda tocando e cantando. Curtindo a praia e esquecendo todos os problemas do mundo. Muito, muito bom! “Meu bem me faz companhia, meu bem me leve daqui. Eu quero paz e alegria, quem sabe no Havaí. Mas na verdade não importa pra qual lugar devemos ir, olhe bem nos meus olhos, me dê a mão vamos sumir. E o sol brilhar, eu me entregar, de corpo e alma para você. Presenciar o amor que há mesmo sem te conhecer.”

Aí vem o meu maior vício, Verão. Eu não sei explicar exatamente o que tem nessa música que me viciou tanto. Eu só sei que não consigo parar de ouvir. Acho que, além de outras coisas, uma frase marcou muito. “Quando o verão chegar espero por você. Fazer valer a pena, tudo pode acontecer.”

E por último o meu mais recente vício, Tudo Bem. “Alma de guerreiro, sujeito do bem.” Outra música animada e com uma letra linda (aliás, como todas as outras). “A vida é muito simples pra quem tem bom coração, o pouco vira muito, não se esqueça meu irmão.” Essa música é um conjunto de tudo que me agrada nas outras. O ritmo é bom, a letra é boa, a pegada também, tudo se encaixa perfeitamente. “O menino que venceu a vida sem se preocupar, sorriso de criança ensina e me faz pensar. Não que não tivesse muitos sonhos pra lutar, mas sim a humildade de entender e a coragem pra alcançar.”

É, realmente eu sou só elogios para a banda Macunaíma. Tudo bem que só um dos integrantes tem bom gosto pra time de futebol, mas tudo bem. Todos eles (dos que eu conheci) são muito gente boa, alto astral, divertidos, enfim.. chega, né meninos?!

Para quem ainda não conhece, fica aí a dica. Eu recomendo! Música boa, som de qualidade e o melhor: produto made in Brasília!

Você acha a banda aqui: www.macunaima.tk
E aqui: www.acongadadocerrado.blogspot.com
Aqui também: www.twitter.com/congada