13 de junho - Dia de Santo Antônio

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Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas trilhas caminham pra gente se achar, viu?

Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas trilhas caminham pra gente se achar, né?

Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta

A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Você passa, eu paro
Você faz, eu falo
Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem
Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo

Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas trilhas caminham pra gente se achar, viu?

Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta

(Tudo Diferente – Maria Gadú)

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Sábado de manhã. Acordei cedo para ir trabalhar. Fui cobrir o lançamento da candidatura do Serra. Ô vidinha ingrata. Mas é isso aí, não dizem que o trabalho dignifica o homem? Pois então estou digna até dizer chega! Depois, como ninguém é de ferro, fui para um churrasco com a galera da faculdade. Engraçado como ficamos muito mais amigos depois que nos formamos, mas enfim… Escrevo sobre isso depois!

A questão é que cheguei agora pouco em casa e fiquei pensando na vida. Ok, até aí nenhuma novidade. Acontece que fiquei matutando coisas que andam acontecendo comigo e nessas horas só chocolate e blog (ou qualquer coisa onde eu possa escrever) me salvam. Mas hoje, não vou escrever explicitamente esses meus pensamentos, hoje eu me permito deixá-los guardados na minha mente. Como não consigo não escrever, resolvi buscar nas minhas mais fieis aliadas – as letras de músicas – o que os meus pensamentos andam dizendo, ou pelo menos tentando dizer.

“E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida”

“Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.”

“Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo…”

“Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate”

“Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você”

“Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade”

“Sim, são três letrinhas
Todas bonitinhas
Fáceis de dizer”

“Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou”

“Porém se eu decidir não me enganar assim
Talvez o meu pranto tenha fim”

“Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor”

“Ter corpo pra dançar
E não ter onde me esconder
Tentar cobrir meus olhos
Pra minh’alma ninguém ver
Eu toda a minha vida
Soube só lhe pertencer”

“Dorme (mi)nha pequena
Não vale a pena despertar
Eu vou sair
Por aí afora
Atrás da aurora
Mais serena”

“Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.”

“Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de joão
Ninguém notou
Ninguém morou na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.”

Por fim, o único pensamento – na íntegra – que eu me permito compartilhar é:
Estou toda trabalhada na confusão.

Sempre disse, e acredito nisso, que o público de Brasília é muito modista. Não são receptivos às coisas novas sem antes ter estourado em algum lugar primeiro. Por esse motivo, várias bandas saem da capital para divulgar o trabalho em outras cidades. Quando fazem sucesso, voltam à Brasília e aí sim, lotam seus shows. Eu, como brasiliense de nascença, confesso que era um pouco assim. Digo era porque desde a metade do ano passado isso mudou na minha vida.

Em maio de 2009, trabalhei com a Banda Trampa, genuinamente brasiliense.  O rock dos meninos realmente me contagiou, e acabei frequentando alguns dos shows, ouvindo o CD e indo ‘perturbar’ os meninos em praticamente todos os ensaios. A partir disso, comecei a olhar mais para as bandas da cidade, e quer saber, tem muita coisa boa nesse quadradinho chamado Brasília.

Semana passada, conheci mais uma banda da cidade. E essa, eu me apaixonei logo de cara. Conheci um dos integrantes em um churrasco de amigos em comum, e lá ouvi uma música da banda. Disse logo que queria um CD e combinei que iria comprar com ele depois. Na semana seguinte fui ao estúdio onde a banda estava gravando uma música nova, em homenagem ao aniversário de Brasília. Ali já percebi de fato que tinha curtindo muito o som da banda. A música que estavam gravando (Linda Brasília) ainda não foi lançada, mas do pouco que ouvi, eu garanto: TÁ FICANDO MARAVILHOOOOOOSA!

Sai do estúdio ouvindo o CD no meu carro. São cinco músicas que tocaram repetidamente até eu chegar em casa. Extasiada, encantada, apaixonada mesmo. Agora, essas cinco músicas fazem parte da minha vida. E o CD vai comigo pra onde eu vou. No carro, em casa, no computador, toda hora estou ouvindo.  O nome da banda em questão é MACUNAÍMA.

Acho que o que mais me chamou atenção no som da banda foi o ritmo. Com uma proposta inovadora, eles misturaram a congada capixaba com o reggae e o rock brasiliense, daí nasceu o que eles chamam de congada do cerrado.  E sério, não dá pra ficar parado. Sabe aquela música que no começo você não dá muita bola, mas o pé fica mexendo por conta do ritmo? Pois é. A música da banda Macunaíma não é assim. No lugar de ficar mexendo só o pé, a música te faz mexer por inteiro, é uma coisa louca.

A primeira música que eu conheci foi Ginga na Areia, a mais animada do CD. O ritmo dessa música é fora do comum. O melhor é que já virou a trilha sonora, minha e do meu filho, diariamente no caminho de casa até a escola. E a coisa mais linda é ver aquele pingo de gente cantando E dançando dentro do carro. Outro dia ele ainda disse: Mãe, essa é a nossa música preferida, né? – É, a música realmente conquistou mãe e filho!

Eu sou de lua com músicas (na verdade sou com tudo), uma hora uma música é a minha favorita, depois é outra, e outra e outra. Depois de alguns dias ouvindo o CD, elegi Verão como o meu vício. A música é linda, a letra também e fica na cabeça da melhor forma possível. Agora a música Tudo Bem tá brigando na concorrência da preferida. Outra que o conjunto letra e música é impecável. E a voz do vocalista da banda é daquelas boas de ouvir, sabe? E a mistura dos instrumentos completa a harmonia da música. Acreditem, é muito bom!

Mas no fundo, o que mais me impressionou é que cada música tem sua particularidade no quesito “músicas que viciam a Aninha”. Ginga na Areia, sem dúvida é por conta do ritmo. Você conhece um instrumento chamado Casaca? “Toque o pandeiro porque já vai anoitecer, toque a casaca e faz a noite clarear. Hoje tem roda de congo, roda de capoeira.” Sério, me arrepio! É fantástico. Um som diferenciado que eu não conhecia e me apaixonei. MESMO!

Minha Saudade é outra de ritmo gostoso. Tem umas pegadas fortes e leves ao mesmo tempo. E a letra bate fundo na alma! Sse a saudade bater lembre que sou teu, se mesmo assim ela doer nosso amor não desapareceu. A vida nos trouxe para o mar onde eu fui te conhecer, demorei para te encontrar e não quero te perder.”

Aí tem Que a onda nos leve. Essa me lembra um cenário meio lual na praia, a galera em roda tocando e cantando. Curtindo a praia e esquecendo todos os problemas do mundo. Muito, muito bom! “Meu bem me faz companhia, meu bem me leve daqui. Eu quero paz e alegria, quem sabe no Havaí. Mas na verdade não importa pra qual lugar devemos ir, olhe bem nos meus olhos, me dê a mão vamos sumir. E o sol brilhar, eu me entregar, de corpo e alma para você. Presenciar o amor que há mesmo sem te conhecer.”

Aí vem o meu maior vício, Verão. Eu não sei explicar exatamente o que tem nessa música que me viciou tanto. Eu só sei que não consigo parar de ouvir. Acho que, além de outras coisas, uma frase marcou muito. “Quando o verão chegar espero por você. Fazer valer a pena, tudo pode acontecer.”

E por último o meu mais recente vício, Tudo Bem. “Alma de guerreiro, sujeito do bem.” Outra música animada e com uma letra linda (aliás, como todas as outras). “A vida é muito simples pra quem tem bom coração, o pouco vira muito, não se esqueça meu irmão.” Essa música é um conjunto de tudo que me agrada nas outras. O ritmo é bom, a letra é boa, a pegada também, tudo se encaixa perfeitamente. “O menino que venceu a vida sem se preocupar, sorriso de criança ensina e me faz pensar. Não que não tivesse muitos sonhos pra lutar, mas sim a humildade de entender e a coragem pra alcançar.”

É, realmente eu sou só elogios para a banda Macunaíma. Tudo bem que só um dos integrantes tem bom gosto pra time de futebol, mas tudo bem. Todos eles (dos que eu conheci) são muito gente boa, alto astral, divertidos, enfim.. chega, né meninos?!

Para quem ainda não conhece, fica aí a dica. Eu recomendo! Música boa, som de qualidade e o melhor: produto made in Brasília!

Você acha a banda aqui: www.macunaima.tk
E aqui: www.acongadadocerrado.blogspot.com
Aqui também: www.twitter.com/congada

Faroeste Caboclo

24/10/2009

Fui ao trabalho hoje para uma reunião às 13h30. Acabei tendo que ficar o resto do dia para trabalhar. Saí de lá quase 21h, exausta. Por isso, nada de textos por hoje. Estou ouvindo Tom Jobim, que é um tanto quanto inspirador, ontem a noite até rascunhei um texto novo, mas falta finalizar e estou muito cansada para fazer isso agora.

Lembrei de um vídeo muito bacana que recebi por email e esqueci de postar aqui, vale a pena:

Bom fim de semana!
Eu preciso de uma boa noite de sono!

Objetivo de vida

09/09/2009

Não morro sem aprender essas duas danças!
Ai minha adolescência…