Faroeste Caboclo

24/10/2009

Fui ao trabalho hoje para uma reunião às 13h30. Acabei tendo que ficar o resto do dia para trabalhar. Saí de lá quase 21h, exausta. Por isso, nada de textos por hoje. Estou ouvindo Tom Jobim, que é um tanto quanto inspirador, ontem a noite até rascunhei um texto novo, mas falta finalizar e estou muito cansada para fazer isso agora.

Lembrei de um vídeo muito bacana que recebi por email e esqueci de postar aqui, vale a pena:

Bom fim de semana!
Eu preciso de uma boa noite de sono!

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Você controla?

23/10/2009

É possível controlar os nossos sentimentos? E esconder?

Esconder eu acho que não (Ler post O Corpo Fala), já controlar…

…também acho que não.

Em uma ocasião que você está com muita raiva, tomado pela ira, a sua vontade é sair quebrando tudo, xingar quem vê pela frente e descontar no mundo. Mas você se controla para não agir assim. Porém, o sentimento permanece. Controlado, mas permanece.

E aí eu pergunto: até que ponto é bom controlar o sentimento? Às vezes não é melhor liberar tudo logo e se livrar de uma possível agonia de sentimento preso para si?

Eu sempre fui da filosofia do ‘fazer o que se tem vontade’. Se estou com vontade de ligar, eu ligo. Se quero xingar, eu xingo. E por aí vai. (Claro que isso não acontece em 100% dos casos. Acontece em uns 80% eu diria).

Mas como nem tudo são flores, muitas vezes eu peco pelo exagero. Saber ponderar, CONTROLAR os sentimentos também é importante. Eu tenho muita dificuldade com isso. Cheguei à conclusão que sou uma pessoa muito “demonstrativa”, ou seja, tenho necessidade de demonstrar todo e qualquer sentimento que eu sinta, seja ele bom ou ruim. Se eu estou com raiva, feliz, amando, decepcionada, triste… eu demonstro. Seja por ações ou palavras.

Não sei esconder, não sei controlar. E tenho consciência que isso me prejudica em alguns casos. É, são os dilemas da vida. O importante é aprender com eles.

E como eu costumo dizer: isso se chama VIVER!

(Texto escrito na madrugada de ontem, 2h da manhã – 23/10)

Da chegada do amor

20/10/2009

Sempre quis um amor que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a
sem-vergonhice do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis um amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o “garantido” amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

(Elisa Lucinda)

Um dos meus poemas preferidos dela!

lingerie

Era uma vez uma menina chamada Nathalia. Uma moça bonita, morena, muito extrovertida (pra não dizer doida), comunicativa, alegre e muito querida. Suas amigas a chamavam carinhosamente de Natão. Um dia ela cresceu, achou um santo (sim, pra casar com ela tem que ser um santo) e resolveu casar.

No jantar de noivado, eis que em seu discurso a noiva convida duas de suas amigas para serem suas damas de honra no casamento. Muito prazer, dama de honra! Isso mesmo, eu serei (junto com a minha querida e amada amiga Maria Carolina) dama de honra do casamento. Ficamos todas felizes, nos emocionamos, choramos, sorrimos.

Como casamento nunca é uma coisa simples, ele vem acompanhado de muitos outros eventos. E o primeiro deles foi o chá de lingerie.

CHÁ DE LINGERIE???

Exatamente! Eu já fui a vários Chás de Panela, de Casa, de Fralda… mas nunca de Lingerie. Estava muito curiosa para saber como seria. No dia, encontrei minhas amigas e lá fomos nós. Cada uma com uma lingerie embrulhada para dar de presente para a noiva. Chegando lá, logo de cara fomos recebidas com uma taça de espumante – uma delícia, diga-se de passagem. Até então tudo parecia normal. Mulheres sentadas na mesa, tomando champanhe, comendo salgadinhos gostosos e falando, falando, falando, falando muito.

Um pouco depois uma palestra é anunciada. Uma terapeuta, psicóloga, sei lá o que a mulher é, foi falar sobre nada mais, nada menos que SEXO. Calma, não foi tipo uma aula de como fazer sexo, tipo aula de escola. Foi mais um bate papo sobre o assunto e coisas nele envolvido. O engraçado foi que eu me senti meio peixe fora d’água. Muito do que a mulher disse me pareceu meio machista, ou até fora da realidade. Segundo ela, a mulher JAMAIS pode dormir de camiseta com o marido ou namorado. JAMAIS pode tomar banho junto (no caso de banho com intuito de somente se lavar, entendam). Se secar e passar creme na frente do cara são coisas que você NUNCA deve fazer. Usar lingerie SEMPRE com salto alto. Esteja SEMPRE linda, arrumada e maquiada para o seu marido ou namorado. E por aí vai.

A terapeuta lá que me desculpe, mas quase todo dia eu durmo de camiseta. Passo creme na frente de quem for e lingerie com salto alto? Aloooooow? E outra. Tenho filho pequeno pra cuidar, mil coisas pra fazer durante a semana e a mulher ainda quer que eu fique impecável SEMPRE? Ah, não dá! Se tudo que ela disse for verdade, descobri que sou uma péssima namorada. Bom, tirando essa parte, ela falou umas coisinhas interessantes. Lembram das bolinhas, meninas? Dica valiosa, hein!

Depois da palestra foi a hora do bingo. Um bando de mulher junta, cada uma com cartela e caneta na mão concorrendo a um prêmio surpresa. Bingo pode ser divertido quando o prêmio em questão é bom. Minutos depois, eis que alguém fez linha. Mais uns minutos e alguém completou a cartela. Sortudo o namorado dessas duas meninas!

Detalhe importante: Desde que chegamos até esse momento é só champanhe, champanhe e champanhe.

Quando o bingo acabou, recolheram as cartelas e todo mundo achou que era o fim. Mas de repente as luzes se apagam. Momento de histeria. Uma música começa a tocar e eis que eles chegam. Um policial e um marinheiro. A mulherada foi a loucura. Aqueles corpos esculturais dançando e rebolando, fazendo caras e bocas. Ai papai! Bom, que me perdoem os curiosos, mas falarei pouco sobre essa parte do chá. Fotos e mais comentários foram expressamente proibidos.

Então vamos em frente. Os gostosinhos foram embora e ficou só a mulherada de novo. Hora de abrir os presentes. Todas as convidadas sentaram em volta da noiva e ela abriu presente por presente. Ela ganhou cada coisa LINDA! Só sei que o noivo ta muito bem servido, viu?! Pode escolher a mulher de noivinha, mágica, sexy, menina, tigresa entre muitas outras. Um lusho!

E assim foi o meu primeiro chá de lingerie. Divertido, inesquecível (como toda primeira vez) e inédito. Uma palavra para resumir: Champanhe!

Viva a Bia!

07/10/2009

E o blog continua comemorativo, minha gente!
É que hoje é o aniversário de uma amiga muito especial, a Bia.

Bia, Eu, meu filho de verdade Marcelinho e meu filho postiço Marcelo.

Bia, Eu, meu filho de verdade Marcelinho e meu filho postiço Marcelo.

A Bia é uma fofa! Uma amiga parceira mesmo. Além de LINDA, inteligente, carinhosa, determinada, engraçada, sorridente, querida e muito mais, ela compartilha uma coisa muito importante comigo: a alma de gordinha. Somos duas comilonas incorrigíveis.

Os momentos ao lado dela são sempre garantia de risada. É que com a gente é assim, estamos no mundo pra ser feliz, seja onde e como for! Vários dos momentos memoráveis da minha vida a Bia esteve presente. Nos conhecemos no desfile da Acadêmicos da Asa Norte. Sim, isso mesmo. Carnaval em Brasília, lá no Ceilambódromo. E querem saber, foi FANTÁSTICO! Juntamos todos os amigos e fechamos uma ala só com a nossa galera. Diversão pura! A partir daí a amizade já estava feita. Sintonia total!

De lá pra cá, a amizade só cresceu! Mas também, depois de tanto Calaf, samba, chão chão chão, conversas, segredos, fotos, risadas, bagunças, tequilas… não podia ser diferente, né? Hoje posso dizer com toda a certeza do mundo: EU NÃO VIVO MAIS SEM A BIA!

Amiga, você é muito especial pra mim. Agradeço por todos os momentos – dos mais trágicos aos mais cômicos – que passamos juntas! Hoje, no seu dia, te desejo todas as coisas boas do mundo, sonhos realizados, saúde, festa, amigos, sorrisos, beijinhos carinhosos do meu filho postiço mais velho e muito eu na sua vida!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Te amo muito!

André e Eu, no meu aniversário do ano passado.

André e Eu, no meu aniversário do ano passado.

Hoje é um dia especial! É aniversário do André. Um dos amigos mais PHodas que eu tenho. Sim, phoda com PH. Ele está longe de mim, porque o Roberto Justus o levou embora para São Paulo, então todos os dias eu fico com o coração apertado de saudade desse amigo. Mas mesmo longe, ele continua presente na minha vida. Seja em scraps, emails ou pensamentos!

Ele é um cara sensacional. Amigão mesmo, sabe?! Inteligente, querido, popozudo, rebolativo, culto, divertido, musical, carinhoso, estiloso, criativo e muito mais!

Além de tudo ele é o cara mais phodástico musicalmente falando. É a única pessoa que acha todas as músicas que eu peço. Desde as mais normais até as mais bregas e toscas do planeta. E o mais fantástico. Ele acha a música somente com a minha perfeita descrição via MSN: Amigo, a música é assim lalala lala lalala.. lala.. lalala.. E passa numa cena do filme dos ETs, enquanto eles estão dirigindo o carro.

JU-RO!  Eu falei isso e depois de cinco minutos a música estava tocando no meu Media Player. O cara é sinistro, minha gente!

Bom amigo querido, você sabe o tamanho do carinho que tenho por você. Sabe o quanto é especial, importante e necessário na minha vida! Tudo de bom SEMPRE!

Mil felicidades e viva o Andréééééééé!

Espero que tenha gostado de todos os meus recados de aniversário e vê se volta logo em Brasília pra gente ouvir um tuntistum e tomar um chopp juntos.

Te amo! Feliz Aniversário!

Beijocas

Tem coisas na vida que precisam ser sonhadas, pensadas, sentidas e/ou vividas. Trabalhar com a Trampa foi assim. Os conheci no começo do projeto do Trampa Sinfônica, em maio do ano passado. De lá pra cá, viramos uma família.

Lembro do dia que conheci o André. Cheguei pra reunião e ele estava jogando guitar hero, se divertindo feito uma criança. No pocket show na Fnac eu conheci os outros, Ricardo, Rafael, Gustavo, Maurício e também o saudoso maestro Silvio Barbato, uma pessoa incrível, aliás. O clima era de total descontração e os meninos foram um amor comigo. Ali já percebi que tinha acabado de ganhar mais cinco queridos amigos. A relação não era mais somente profissional. O trabalho era uma delícia justamente porque logo de cara conseguimos um clima de diversão, tensão e amizade.

A semana do Trampa Sinfônica, no Teatro Nacional, foi complicada pra mim. Eu perdi uma grande amiga poucos dias antes do grande show.  Até hoje procuro palavras para agradecer a compreensão de todos da equipe. A Valéria, mãezona de todo mundo, me liberou de qualquer obrigação a respeito do evento e me mandou para casa. Foi muito difícil pra mim. Mas no dia do show, eu não me aguentei. Vesti minha camiseta e dei as caras no Teatro. Eu precisava ver aquilo acontecer, eu fazia parte daquilo. Desse dia, além do espetáculo IMPECÁVEL, tem coisas que eu nunca vou esquecer: da Valéria, extremamente ocupada, quando me viu, ficou surpresa e me recebeu com um maravilhoso sorriso no rosto. Do abraço do Ricardo na coxia, minutos antes de entrar no palco, o mais confortante de todos, que me ajudou muito com a fase que eu estava vivendo. Do Gustavo, sorrindo nervoso pra mim mexendo as baquetas sem parar. E de toda a equipe que foi muito mais que sensacional. Assisti ao show no cantinho do palco, arrepiada e emocionada. Ver aquele Teatro lotado, gente sentada no chão do lado de fora assistindo pelo telão, e saber que você fez parte disso não tem preço. Foi único!

A amizade com os meninos, claro, continuou. Saímos juntos, damos risadas, conversamos durante horas no MSN, telefone, brincamos nos ensaios… Estar com eles sempre foi e é muito divertido. Sempre que pude, fui aos shows seguintes. E claro, acabava dando uma mãozinha, afinal produção é sempre produção. O show de despedida do Mau foi marcante. Me emocionei vendo ele e o Pedrinho juntos no palco. Aliás, dois queridos!

Ontem, domingo, foi o show de lançamento do DVD da banda, gravado no Teatro Nacional, no show que eu trabalhei. Não podia perder de jeito nenhum, afinal fiz parte dessa história. Cheguei no Museu e a nostalgia tomou conta. Fui como público e em menos de cinco minutos, me colocaram uma credencial no pescoço e eu já estava ali, fazendo parte da produção de novo. Mas sabe, não achei nada ruim. Foi como dar continuidade ao trabalho que começou na gravação, e só podia terminar com o lançamento.

Sem palavras para descrever o abraço da Valéria e as palavras de carinho da Tereza. São duas mulheres que só acrescentaram na minha vida. O sorriso das duas quando me viram ali só eu entendo o que significou.

Então vamos lá, quem tá na chuva é pra se molhar, literalmente no caso de domingo. Credencial é sinônimo de correria. Leva essas pessoas até o palco, corre e busca o cronograma pro maestro, arruma um guarda-chuva, filma o show… Ufa!

Mesmo com chuva, o público apareceu e vibrou. Foi lindo ver aquilo acontecendo. Passei o show todo com uma filmadora na mão registrando cada expressão, cada movimento, cada passo de uma banda que eu admiro e acredito. Corre de um lado para o outro, sobe no palco, desce do palco, sobe em caixa, senta no molhado… Essa hora a vaidade foi pro espaço, tamanha era a vontade de registrar da melhor forma possível o que aconteceu nesse domingo.

A empolgação da galera era visível. A felicidade da banda nem se fala. Era uma mistura de fúria com paixão, uma coisa linda de se ver. Esse show, pra mim, foi uma confirmação de que isso é a vida deles. Eles se realizam no palco. Faz parte de cada um deles. Acompanhar a tensão e o nervosismo minutos antes de entrar no palco e a respiração ofegante e aliviada depois da apresentação são coisas que eu vou guardar pra sempre. As caras e bocas , as palavras de carinho, as brincadeiras descontraídas, os pulos no palco, as broncas que dei (principalmente no Senhor André), os abraços de carinho e de obrigado, a amizade…

Estou de alma lavada, pela chuva e pelo que vivi. Ontem, não podia estar em outro lugar do planeta que não fosse no Museu, vendo e vivendo o show da Trampa.

Meus parabéns, mais uma vez, ao André, Ricardo, Gustavo, Rafael, Pedrinho, Mau e todos os outros músicos envolvidos, por tão brilhantemente enfurecer da melhor forma todo aquele público, por ter me emocionado do começo ao fim, da primeira à última palavra e MUITO obrigado por me deixarem fazer parte disso. Estou extremamente feliz com o que eu vi e tenho certeza, Brasília já ficou pequena para vocês!

Amo vocês, meus trapos queridos! Parabéns e sucesso!

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PS: Como disse o André na comunidade do Orkut, intimidade é uma m****. Trapos é o apelido carinhoso que dei pra eles.

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André Noblat, Rafael Maranhão, Ricardo Marinho, Pedrinho Baptista e Gustavo Costa - Os MEUS queridos trapos, e eu no cantinho do palco tietando e filmando o show.

André Noblat, Rafael Maranhão, Ricardo Marinho, Pedro Baptista e Gustavo Costa - Os MEUS queridos trapos, e eu no cantinho do palco tietando e filmando o show.

Fotos: Rafaela Zakarewicz e Henrique Gasper.