Bruno, Farofa, Rubens e Pan, após serem mordidos por mim!

Bruno, Farofa, Rubens e Pan, após serem mordidos por mim!

Todo mundo tem uma mania, por mais estranha que ela seja. Mexer no cabelo, estalar os dedos, só usar cueca preta, dormir abraçada com o ursinho de pelúcia, escrever os recados na mão para não esquecer, passar hidratante a cada dois minutos, enfim… São diversas as manias e todo mundo tem, mesmo que não saiba. Eu tenho várias, mas uma delas é um tanto quanto estranha.

A minha mania, tão representativa a ponto de ganhar um texto no meu blog, é MORDER. Sim, todo mundo morde… comida! Eu também (e muito). Mas eu tenho a estranha mania de morder as pessoas. Tá, isso pode soar um tanto quanto sexual, já que muita gente tem tara por morder na hora H, uma mordiscada aqui, outra ali. Mas não é disso que eu estou falando. Eu mordo as pessoas normalmente, sem estar fazendo sexo com elas.

Não sei dizer precisamente quando isso começou. Mas até agora consegui descobrir duas regras a respeito disso. A primeira é que eu só mordo as pessoas que eu considero queridas e especiais para mim. Estranho, né? Eu deveria morder as que eu odeio, mas não. Eu mordo as pessoas que eu gosto. Simples assim: Gostei, mordi! A segunda regra é a exceção da primeira. Quando eu me encontro num estado “não-normal” (leia-se bêbada), eu costumo distribuir mordida a granel. Já mordi garçom, amigo de amigo, pessoas que eu acabei de conhecer e também os amigos queridos. Já perdi as contas das vezes que me chamaram de doida por conta disso. E lógico que não tiro a razão de quem pensou isso sobre mim.

O maior problema dessa mania é a minha falta de controle. Eu não consigo simplesmente dar uma mordidinha. Quando eu coloco os dentes na pessoa sinto uma coisa estranha, uma sensação maluca e boa ao mesmo tempo, e aí não consigo me controlar. A força da mordida vai aumentando gradativa e rapidamente, quando vejo já lasquei uma baita mordida na vítima. Em 99% dos casos deixei marcas horríveis. Fica aquele roxo, às vezes até amarelo, verde e azul. Praticamente a bandeira do Brasil, mas com as cores todas misturadas. É terrível.

Se você está pensando que sou uma espécie de vampira, se enganou. Eu detesto sangue e nunca mordi (violentamente) o pescoço de ninguém. Depois de tantas mordidas, percebi que os melhores lugares para fincar os dentes são: a batata da perna e atrás do braço, no famoso músculo do tchau (aquele que balança quando você dá tchauzinho pra alguém).  E essa parte do braço é um lugar super estratégico. Numa balada, por exemplo, o braço é o lugar onde eu mais costumo morder. A pessoa ta lá distraída, conversando. Não fica protegendo o braço de pessoas malucas mordedoras (o que é um erro). Eu chego como quem não quer nada e pimba! O problema é que a pessoa leva um susto e com a minha falta de controle, vou mordendo cada vez mais forte. Por impulso a pessoa puxa o braço para tentar se livrar dos meus dentes. Aí só piora a tal marca brasileira que eu citei lá em cima. O primeiro estágio é ficar com a minha arcada dentária marcada no braço. Depois a marca vai ficando roxa e dependendo da intensidade da mordida, fica colorida. Super fashion!

Na faculdade, depois de morder todos os meus coleguinhas de classe, as minhas vítimas resolveram fazer uma comunidade no Orkut em minha homenagem. Se você procurar lá “Eu odeio qdo a Aninha me morde” vai achar a comunidade com a minha foto mordendo um braço. Não acho que eu mereço tanto, mas…

Quase todas as pessoas que eu mordi, após se recuperarem do susto, me falam que vão descontar a mordida, que vai ter troco, que vai ter volta, enfim… Mas o que acontece é que quase sempre essas ameaças ficam só nas palavras. Claro que algumas vezes eu já levei o troco. Fui mordida absurdamente forte e fiquei com um megaroxo no braço. Mas isso é a minoria (ainda bem).

Eu juro que em nenhuma das vezes eu mordi por mal ou porque estava com vontade de machucar alguém. Já tentei entender o motivo de tanto prazer em morder as pessoas, mas não consegui. Não acho explicação nenhuma. Vai ver na minha vida passada eu fui uma vampira fracassada que não mordia ninguém. Então nessa vida mordo as pessoas como forma de resolver o problema que tive na outra vida. Ou era banguela e hoje mordo tudo e todos pra usar muito os dentes que em outra vida eu não tive. Não sei.

O que eu sei é que…

– Se eu estava sóbria e já te mordi, saiba que isso só aconteceu porque você é uma pessoa muito querida por mim.
– Se eu estava bêbada e te mordi, desconsidere. Ou pelo menos tente! Não guarde rancor no seu coração!
– Se você sabe que é querido por mim e ainda não foi mordido, cuidado! Você pode ser o próximo!

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O Corpo Fala

23/09/2009

Domingo no Porão, uma das coisas que mais me chamou atenção não teve nada a ver com o evento, mas sim com uma das conversas que tive com o Vitor (que, aliás, conheci no domingo mesmo).

Falávamos sobre um assunto qualquer que eu não lembro, e por esse assunto chegamos à conversa que me deixou pensando até agora. Ele começou a me descrever, falar da minha personalidade, analisando apenas os traços do meu rosto.

Repito, eu o conheci algumas horas antes desta conversa, e sem falar nada, ouvi o que ele disse sobre mim. Pela forma da minha sobrancelha ele concluiu que sou uma pessoa maliciosa, mas não agressiva. Pediu para eu sorrir e logo depois disse que sou carente e não sou uma pessoa intrometida. Fiquei impressionada com o que ouvi, porque simplesmente ele tem razão no que disse. Foi aí que ele revelou o segredo. O livro chamado O Corpo Fala, de Pierre Weil e Roland Tompakow. (Sinopse: Este livro tenta desvendar a comunicação não-verbal do corpo humano, primeiramente analisando os princípios subterrâneos que regem e conduzem o corpo. A partir desses princípios, aparecem as expressões, gestos e atos corporais que, de modos característicos, estilizados ou inovadores, expressam sentimentos, concepções, ou posicionamentos internos.)

Engraçado que esse assunto me remeteu a conversas que já tive com o meu pai sobre isso, mas que nunca aprofundamos de fato. Muitas vezes o ser humano esquece que o nosso corpo realmente fala. Não temos só a linguagem verbal para se comunicar. Os nossos gestos, movimentos, posturas, ações, tudo isso é comunicação, e tudo isso tem um significado.

Essa comunicação corporal está mais presente em nossas vidas do que pensamos. Quantas vezes você não trocou olhares com um cara e ficou prestando atenção em como ele reage. Ou o cara fica de olho numa menina, e ela com aquele sorriso sem graça, mexendo no cabelo sem parar. Também numa entrevista de emprego, você fica com a postura ereta, mostrando confiança, equilíbrio na fala, nas respostas. Tudo isso não é atoa, e se prestarmos mais atenção, podemos usar esse artifício a nosso favor.

Enfim, fiquei inquieta para saber mais sobre o assunto. Então fui pesquisar sobre o tal livro e o assunto nele tratado. Encontrei um site que diz: “Muitas pessoas pensam que o modo mais popular de se comunicar com outros é pela boca. Mas o que elas não sabem é que certas pesquisas revelaram que qualquer mensagem consiste em 7% nas palavras e 55% na linguagem corporal.”

Eu concordo. A mensagem que transmitimos pela boca, ou seja, falando, se limita às palavras. Mas apenas pelas palavras não podemos determinar a veracidade ou sinceridade do que nos foi dito. A mensagem que passamos pelo corpo (gestos, movimentos, ações, posturas), traduzidas de maneira correta, é a única forma de conhecer os verdadeiros sentimentos da pessoa. Um exemplo básico: você pede um favor para um amigo e ele responde “sim, claro”. Mas no fundo você se questiona: “ele realmente está com vontade de fazer isso?” A mensagem verbal foi positiva, mas e a corporal?

Outro site que eu achei faz interpretações sobre algumas posturas e comportamentos das pessoas, a quem interessar: http://www.linguagemcorporal.com.br/exemplos_lc.php

A respeito do livro que o Vitor me falou, eu ainda não li, mas irei.
Para quem gosta do assunto, é uma boa pedida. Fica a dica!

O Corpo Fala, de Pierre Weil e Roland Tompakow.

Família escolhida

15/09/2009

Turma do INDI - 8ª série

Turma do INDI - 8ª série

Essa foto foi tirada em 1999, se não me engano. Essas pessoas aí foram meus companheiros de primeiro grau. Mas muito mais que isso, éramos uma grande família.

Aos quatro anos de idade minha mãe me colocou no INDI Bibia, uma escola pequena, ali no Lago Norte. Lá eu fiquei até os meus quinze anos. E todo esse tempo com esses mesmos amigos (ainda bem). Uns desde o início, outros foram chegando mais tarde.

Nessa escola eu vivi alguns dos momentos mais importantes da minha vida. Foi lá que eu cresci, que eu aprendi as chatices de escola e as maravilhas da vida. Foi onde eu mais sorri, chorei, dancei (de calcinha de oncinha, inclusive), brinquei, vivi. As lembranças são muitas, passaria horas e mais horas aqui contando. Mas vou me concentrar nas pessoas, essas formidáveis pessoas que estão presentes na minha vida até hoje (ainda bem de novo).

Como a escola só ia até a oitava série, depois disso, foi cada um para um lado. Mas a família dos indianos (como nos chamamos hoje) não havia se separado de fato. Aí veio a faculdade, cursos, viagens, trabalho… Foi mesmo cada um para um lado. A questão é que mesmo assim a família continua unida, forte e com o mesmo sentimento de amor que sempre tivemos um pelo outro.

Engraçado como nessa turma muitos seguiram o mesmo caminho, ou pelo menos parecido. Hoje, o Fabiano e eu somos jornalistas. O Igor é baterista de uma banda de reggae, assim como o Fabiano, mas de uma banda de rock. Ah, e o Igor é pai de um filho lindo, assim como eu. O Estevão, Thiago Falcão e Pedro Lobo se meteram com Engenharia, Computação e afins. A Elisa, Flora e o Fabrício se mudaram de Brasília, a Malu e a Ju se mudaram do Brasil. Os outros… Um é arquiteto, outra Pedagoga, Publicitária, Farmacêutica. E a nossa querida e amada Emi, que infelizmente, ano passado, sofreu um acidente de carro e faleceu. Saudades eternas, amiga!

Mesmo anos depois, nos encontramos sempre que possível. E o mais engraçado é que parece que continuamos com a mesma rotina de se ver todos os dias. A cumplicidade e intimidade não mudam.

Reencontro dos indianos / 2009

Reencontro dos indianos / 2009

Essa segunda foto, exatamente dez anos depois que a primeira, foi de um dos nossos encontros desse ano. Aí estão: Nathalia, João Leonardo, Juliana, Fernando, Maria Carol, Eu, Cacá e Fabiano. O João e o Fernando hoje são empresários, um com um restaurante (Limni) e outro com uma loja e galeria de arte (Objeto Encontrado). A Nat vai casar e a Maria Carol e eu seremos as damas de honra.

E família é assim. Cada um para um lado, fazendo suas coisas, vivendo sua vida, mas no Natal está todo mundo ali, junto em volta da mesa. O nosso Natal não é dia 25 de dezembro, mas o dia que for, estaremos juntos, relembrando histórias, desenterrando passado, bebendo, comendo e rindo, rindo muito de nós mesmo. E quando não gostar, é só escrever na caixa preta (piada interna)!

Família indiana, AMO VOCÊS, ontem, hoje e para sempre!

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RECORDAÇÃO ESCOLAR:

INDI - Alfabetização

INDI - Alfabetização

INDI 4ª série

INDI 4ª série

O computador que eu uso hoje, antes, era do meu pai. Sendo assim, alguns arquivos dele ainda estão perdidos por aqui. Futricando no HD velho, que depois de semanas pifado foi recuperado, achei várias pastas com poemas do meu pai. Hoje ia postar um texto meu, mas depois do que achei não resisti. Pois bem, divido com vocês as palavras do meu poeta favorito:

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À MULHER QUE EU AMO


A mulher que eu amo tem cabelos de nuvens,
olhos de infinito, lábios de romã.

Ao acordar a seu lado todo dia
Contemplo-lhe o rosto de menina-moça
em corpo de mulher
como quem assiste a um deslumbrante amanhecer.

Parece que o sol nasce
só para que ela desperte
e, desejando o meu desejo,
me leve a passear pelas estrelas
(que só nós dois sabemos existirem)
num vôo sideral-nupcial em que alcançamos
o mais profundo de nós no mais distante dos mundos.

E, quando voltamos à Terra,
celebramos juntos as maravilhas da viagem
de que nossos corpos são veículo,
nossas almas, combustível,
e nossos sonhos, mapa
(que somente os nossos olhos sabem ler
nos olhos um do outro).

A mulher que eu amo é uma astronave,
e ao mesmo tempo uma astronauta,
feita de carne, sonhos, luz e fantasia.
A mulher que eu amo, amigas, amigos, existe.
E eu sou o homem que a mulher que eu amo ama!

(Deodato Rivera, meu pai, em 7/5/2004)

Objetivo de vida

09/09/2009

Não morro sem aprender essas duas danças!
Ai minha adolescência…

Bandeira do Brasil

A bandeira nacional do Brasil foi adotada em 19 de novembro de 1889 e segundo recomenda o decreto de lei n.º 4 tem por base um retângulo verde com proporções de 07:10 e inscrito a ele um losango amarelo que inscreve um círculo azul atravessado por um dístico branco com as palavras “Ordem e Progresso” em letras verdes, assim como vinte e sete estrelas de cor branca. É uma das poucas bandeiras nacionais no mundo que não possuem em nenhuma parte as cores preta ou vermelha — geralmente associadas à guerra, ao luto ou ao sangue — na sua composição.

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Ordem e Progresso

“Ordem e Progresso” é o lema nacional da República Federativa do Brasil a partir do momento de sua formação. A expressão é o lema político do Positivismo, forma abreviada do lema de autoria do positivista francês Auguste Comte: “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim” (em francês L’amour pour principe et l’ordre pour base; le progrès pour but.). Seu sentido é a realização dos ideais republicanos: a busca de condições sociais básicas (respeito aos seres humanos, salários dignos etc.) e o melhoramento do país (em termos materiais, intelectuais e, principalmente, morais). A expressão é utilizada como lema na bandeira nacional, que fora idealizada por Raimundo Teixeira Mendes e pintada pela primeira vez pelo artista Décio Villares.

Fonte: Wikipédia

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Ressuscitando a campanha do meu pai:
VAMOS BOTAR AMOR NESSA BANDEIRA!
http://www.botaamornessabandeira.com.br/

Aprendizado

04/09/2009

No começo da vida, aprendemos as coisas por ensinamentos dos nossos pais. Mais grandinhos, já na escola, nossos pais passam a tarefa aos professores.

Crescemos! E agora?

Agora a melhor maneira de aprender, seja o que for, é VIVENDO! E eu vivi. Vivi todos os momentos da forma mais intensa que eu pude. Num dado momento, percebi que a maioria das coisas que eu aprendi, eu aprendi na marra.

Passei minha adolescência longe do meu pai, já que ele e minha mãe se separaram quando eu era pequena e ele voltou a morar no Rio desde então. Aprendi na marra a conviver com essa situação, já que sempre fui muito ligada ao meu pai. Foi um baita aprendizado, e hoje me sinto mais ligada ainda ao meu amado paizinho. A distância parece ter nos aproximado mais, não sei.

Outra coisa que aprendi na marra foi me desligar de lugares. Mas esse eu não aprendi muito bem. Aprendi, na marra, o suficiente para conseguir seguir em frente e aceitar mudanças.

Estudei numa pequena escola durante uns onze anos. Assim como me identifiquei com as pessoas (que, aliás, são meus amigos até hoje), foi assim também com o lugar. No meu último ano na escola, no último dia de aula, lembro de passar em todos os cantos da escola para me despedir. Me despedi do banco que eu sentava para lanchar, da escada que eu sentava com as amigas para fofocar, da sala de Matemática, Geografia e História, do parque das galinhas (colocamos esse nome porque nesse parque tinha um viveiro com umas galinhas), da sala da diretora (o famoso aquário), da piscina, da quadra de futebol e de todo o resto.

Fui para outra escola fazer o meu segundo grau. Três anos depois, a mesma história. A mesma sensação de separação. Tempos depois, voltei lá. Muito mudou, mas voltei em todos os meus cantos favoritos da escola.

O mesmo aconteceu com a faculdade, casa de amigos, meu apartamento velho, o último apartamento do meu pai em Santa Tereza (Rio de Janeiro), … A lista é grande! Preciso aprender o desapego, mas na marra eu aprendo.

Porém, acho que o maior aprendizado na marra que eu tive foi o chamado AMADURECIMENTO.

Aos 21 anos, ainda na faculdade, muitas dúvidas na cabeça, amores, amigos e mil planos. Quando em mais um 29 de novembro (meu aniversário), veio a notícia: Resultado Positivo. Estava grávida.

Passado o surto, nervoso, pânico e tudo que um momento desse merece, nada melhor que um filho para te obrigar a amadurecer, e comigo não foi diferente: amadureci na marra!

E cada fase era um passo do amadurecimento. A gravidez, o parto, os cuidados, amamentar, acordar a noite, pediatra, trocar fralda, dar banho, cortar a unha, mimar, corujar e amar. Tudo foi (e continua sendo) parte de um grande aprendizado.

Diante disso tudo, mesmo com todos os sufocos que passamos, vejo que é maravilhoso aprender na marra. A lição fica, marca, o que nos faz refletir sobre o que aprendemos e entender porque foi tão importante aprender aquilo, mesmo que seja na marra.

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa,
nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo da Vinci)

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Por Ana Laura Cartaxo